E aquela criança não soltava pipas, soltava sonhos. Seu ritual diário era ao amanhecer, debruçada sobre o chão frio da sala junto da linha, papel, cola, e canetas que artisticamente transformavam-se em utopias cada vértice do losango com cores escolhidas.
Eram horas doadas a um grito silencioso, tão leve que voava, a busca de um ouvinte atencioso. Amor, paz, união e liberdade,
era o que das mãos da menina se soltava ao céu azul daquela cidade.

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