Adoro quando na solidão apago a luz e aumento o som, e rapidamente, mansamente, minhas pálpebras deleitam-se sobre cada faixa sonora cantada. Ali eu viro personagem: fico vítima, me apaixono, voo como um super-herói, eu brigo com o meu amor
, eu tenho um amor, eu choro, viro um crítico sobre a vida, um historiador. Me esqueço. Me acalmo. Me agito. Eu grito rock, sou cowboy, uma santa ou bandido. Eu agora sou nós, representando cada mistura de estilo e desdenhando todo o resto do mundo para apreciar uma valsa no escuro. Uma música. Um artista múltiplo.