segunda-feira, 29 de outubro de 2012

"Hoje tudo parte da interpretação 

e do cotexto, não existe só os 

fatos e nem tão pouco a sua verdade"
"Apontaram a arma para a Democracia 

e nos tornaram reféns em uma ilha

          sem liberdade, pouco coco, e nenhuma  saída"


Adoro quando na solidão apago a luz e aumento o som, e rapidamente, mansamente, minhas pálpebras deleitam-se sobre cada faixa sonora cantada. Ali eu viro personagem: fico vítima, me apaixono, voo como um super-herói, eu brigo com o meu amor
, eu tenho um amor, eu choro, viro um crítico sobre a vida, um historiador. Me esqueço. Me acalmo. Me agito. Eu grito rock, sou cowboy, uma santa ou bandido. Eu agora sou nós, representando cada mistura de estilo e desdenhando todo o resto do mundo para apreciar uma valsa no escuro. Uma música. Um artista múltiplo. 






Após experimentar um prato da crítica e beber três doses de conhecimento, bateu nele uma diarreia de afirmações e um soluço incessável de questionamentos - as afirmações já não pareciam ser tão claras e os questionamentos apenas iluminavam as interrogações que abriam espaços para novos questionamentos - o que causou nele uma grande náusea provocada por muitas dúvidas, poucas respostas e nenhum sítio arqueológico presente. Ali foi o seu maior entristecimento, ele percebeu que o gostoso comprimido infantil já não tinha mais efeito para aquele pobre ser embriagado pelo amadurecimento. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho na vitrola e dançar sozinhos no escuro, só hoje?" (Tati Bernardi)
Eu encontrei você quando alguém te perdeu!